No seguimento dos artigos anteriores abordando a aplicação de Wayfinding nos diversos ambientes, voltamos à sua definição para mencionar os marcos mais relevantes na origem da sua aplicação e evolução.
O termo travelling (1) foi introduzido no séc. XVI como “viajar ou viajar por estrada”, onde um viajante é a pessoa que viaja por estrada e normalmente a pé.
Definido como o conjunto de processos necessários para a resolução de problemas em espaços, que poderão dificultar a orientação e circulação quando pretendemos chegar a um destino, a evolução do significado de Wayfinding considera a evolução em quatro períodos de tempo diferentes até à sua moderna utilização.

Em 1960 o urbanista Kevin Lynch(2) utilizou o termo way-finding definindo o “uso consistente e organização de sinais sensoriais definidos no ambiente externo“. O seu trabalho foi baseado no conceito de orientação espacial e mapas cognitivos, a primeira diz respeito à forma como se localiza em determinado ambiente e a segunda refere-se a uma imagem mental ou representação do espaço. Nos anos setenta, iniciou-se uma importante mudança quando os cognitivistas argumentaram a necessidade de entender os processos implícitos, para interpretar como as pessoas encontram o caminho. O conceito deslocou-se da orientação espacial, para os processos que incorporam a percepção, cognição e tomada de decisão, que originou o termo wayfinding como hoje o trabalhamos.
Esta ideia reflectia uma abordagem diferente para estudar o movimento das pessoas e a sua relação com o espaço fisico. Apresentado como um método espacial de resolução de problemas, consideramos a sua relação com a percepção e desenvolvimento do plano de acção, a cognição, comportamentos apropriados e tomada de decisão, responsável pelo suporte de informações nos dois processos relacionados à decisão.
Em 1984 Romedi Passini(3) no seu livro “Wayfinding in Architecture”, alargou o conceito à arquitectura e à sinalização. A sinalização é agora considerada pelo design gráfico ambiental, como o meio mais importante para comunicar informações de orientação sobre espaços fisicos, porque transmitem mensagens significativas, que ajudam as pessoas a formar e executar decisões no seu ambiente.
Calori(4), “Signage and Wayfinding” categorizou a sinalização em sete categorias:
Sinais de identificação – reconhecem o local ou ambiente de destino.
Sinais direcionais – conduzem as pessoas para os vários destinos em cada ambiente.
Sinais de alerta – advertem para perigos ou procedimentos de segurança.
Sinais regulatórios e proibitivos – estabelecem o comportamento das pessoas e proibem certas actividades.
Sinais operacionais – informam o uso e as operações de um ambiente.
Sinais honoríficos – atribuem honra às pessoas associadas a um ambiente.
Sinais interpretativos – ajudam a explicar o significado fornecendo referências da sua história.

Os termos Wayfinding, sinalização e gráficos ambientais, são portanto recentes e alvo da nossa atenção e estudo.
Carlos Mateus, 2020
Fontes: 1 New Oxford American Dictionary, 2001. 2 Kevin Lynch. The Image of the City. Cambridge, Mass.: MIT Press, 1960. 3 Paul Arthur and Romedi Passini. Wayfinding: People, Signs, and Architecture. McGraw-Hill Book Co., 1992. vi. 4 Calori, Signage and Wayfinding Design, 71-15.
seu trabalho foi baseado no conceito de orientação espacial e mapas cognitivos. A primeira diz respeito à forma como se localiza em determinado ambiente e a segunda refere-se a uma imagem mental